Próxima edição



Entremeios é publicada semestralmente, com 2 edições: janeiro-junho (publicada em março) e julho-dezembro (publicada em outubro). As contribuições às seções Estudos e Temática devem ser encaminhadas pelo sistema de submissão de trabalhos, e são recebidas em fluxo contínuo, para a seção Estudos, e em prazo específico divulgado via Chamadas de Submissão, para a seção Temática. As ementas às seções temáticas são divulgadas também via Chamadas de Submissão junto ao prazo determinado para o envio de contribuições a essa seção.

Trabalhos recebidos entre dezembro e maio são publicados no segundo semestre, na edição de julho-dezembro.
Trabalhos recebidos entre junho e novembro são publicados no primeiro semestre, na edição de janeiro-junho.

As seções Estudos, Entrevista, Perfil biobibliográfico e Temática têm periodicidade semestral.
As seções Resenha e Republicação são publicadas de acordo com a disponibilidade dos textos.

As seções Entrevista, Perfil e Republicação não são abertas à submissão de trabalhos, sendo reservadas para publicação de textos selecionados e/ou de autores convidados pelo Comitê Editorial Assessor, que analisará a viabilidade da publicação. Autores interessados em submeter trabalhos para algumas dessas seções devem entrar em contato antecipadamente com a Secretaria Executiva da Revista, que analisará, também junto ao Comitê Editorial Assessor, a viabilidade da publicação.

Na seção Republicação são publicados textos relevantes para nossa área, mais antigos, em que já não há reservas de direitos autorais.

O tempo de julgamento e aceitação (ou não) de um artigo submetido à Entremeios é de até 6 meses.


ISSN 2179-3514

Atenção!
Chamada de Submissões aos Próximos Volumes


A Comissão Editorial da Entremeios, Revista de Estudos do Discurso, ISSN 2179-3514, divulga a seguir as CHAMADAS de Submissões de artigos inéditos para os próximos volumes da Revista.

Chamada para Número Especial Temático: Vol. 20 - dez. 2019

Dossiê: Língua, discurso e trabalho na contemporaneidade

Organização: Luciana Nogueira (Univás) e Rodrigo de Oliveira Fonseca (UFSB)

Linguagem é trabalho e essa homologia “se baseia no fato de que ambos não têm um caráter nem arbitrário nem natural e assentam sua necessidade no fato de serem produção social, interação entre homem e realidade (natural e social)” (ORLANDI, 1984). A linguagem, como o trabalho, pode ser assim compreendida como ação que transforma – e que se transforma ao longo da história. Assim, uma questão que se põe é: como as transformações contemporâneas em torno das formas e dos processos de trabalho afetam a língua (e estão nela marcadas)? A crescente flexibilização e desregulamentação das relações empregatícias, ao lado do aumento do desemprego estrutural, vem ampliando o número de trabalhadores subcontratados, temporários, terceirizados e autoempresariados (“pejotizados”, “empreendedores de si mesmos” ou “autoempreendedores”) em vários setores da economia, do transporte urbano à oferta de serviços educacionais.

Enquanto plataformas e aplicativos de serviços parecem fazer desaparecer a figura do empregador, fundindo-a imaginariamente com a do consumidor, todo o conjunto de novas tecnologias de comunicação e seus usos faz com que, mesmo em casos de relações empregatícias mais ou menos estáveis, sejam muitas as pressões em prol de uma indistinção entre esfera profissional e esfera privada, entre o que é e o que não é tempo de trabalho, e mesmo entre o que é e o que não é trabalho. Amplia-se, assim, e de modo exponencial, a disponibilidade dos trabalhadores para a venda de seu trabalho, cuja demanda é para que se torne cada vez mais flexível e menos restrito a funções pré-determinadas, como no caso dos chamados “funcionários-polvo”.

Como as práticas de linguagem são afetadas por esse conjunto de pressões e tendências? Como têm sido referenciadas as identidades profissionais e a própria condição dos trabalhadores? Como as pressões por maior produtividade e pela indistinção entre os tempos da vida privada e do trabalho atingem as discursividades em torno da utilização das redes sociais? De que formas o trabalho flexível é discursivizado em políticas públicas e iniciativas empresariais, sobretudo naquelas que têm alterado o currículo escolar? Quais as regularidades, dominâncias, evidências e falhas nos rituais do bem dizer em torno do trabalho, do trabalhador e das relações de trabalho? Que dizeres circulam em torno do corpo do trabalhador? O quanto, na contemporaneidade, o trabalho se configura discursivamente enquanto realização pessoal e/ou como condição inescapável? Quais são os atravessamentos entre essas questões e as que perpassam as temáticas de gênero, raça, cor, orientação sexual, nacionalidade, geração? As confusões e atravessamentos entre público e privado no âmbito do trabalho, que pressionam para que não haja limites de espaço e tempo para o dispêndio de trabalho, afetam as discursividades sobre o trabalho doméstico e sobre a divisão de funções em casa? Como as lutas e as resistências a essas pressões, tendências e processos deixam pistas, marcas materiais na língua?

Com esse conjunto bastante amplo de questionamentos, neste Dossiê buscamos reunir artigos que, pelos estudos do discurso, abordem materialidades discursivas dos mais diversos campos: político, jurídico, sindical, empresarial, da educação, do digital, do urbano, da saúde, da arte.

Os interessados devem submeter suas contribuições na plataforma online da revista

(http://www.entremeios.inf.br/)até o dia 10 de novembro de 2019.

Obs.

1) Os artigos encaminhados em resposta a esta chamada pública devem ser submetidos à sessão "artigo científico" e comporão o número especial da Revista Entremeios , vol. 20 2019.

2) Todos os textos serão submetidos a avaliação pelos pareceristas da revista.

VOL 18 - 2019/1 - jan.- jun. 2019

Seção Estudos - fluxo contínuo de submissão

VOL 19 - 2019/2 - jul.- dez. 2019

Seção Estudos - fluxo contínuo de submissão

ISSN 2179-3514